sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Aprendiz da vida

Queria poder dizer que estou numa idade onde aprendi a vida. Mas não cheguei ainda a esse ponto. Aprendi algumas coisas sim, outras trazem uma luta enorme entre eu e meu eu e não sei quantas quedas e quantos levantares serão necessários para que eu aprenda. Mas não desisto.

Parece que estou na idade da razão, mas percebo que não existe idade para isso. Nem sempre tenho razão, nem sempre sei o que fazer, sou e serei até o último minuto uma aprendiz da vida.

Dizem que perdoar é esquecer e eu não sei ainda onde encontrar essa borracha que apaga vivências doloridas ou curativos que cubram feridas que nunca se fecham. No meu ver, perdoar é compreender, aceitar e seguir adiante, é poder olhar nos olhos da outra pessoa novamente e, se preciso, dar a mão sem o sentimento de sacrifício.

Raras são as pessoas que alcançam o dom do perdão, mas não é impossível.

Quando pensamos que sabemos tudo porque vivemos um certo número de anos, temos que admitir que vivemos em outras épocas, com outros valores e que nossas certezas de antes nem sempre cabem nos dias de hoje. Nossos filhos nos lembram disso a cada instante. São eles nossos maiores mestres, au contrário do que se pensa.

Em tudo o que fazemos e dizemos, nosso exemplo vale mais do que todas as palavras.

As crianças ouvem muito mais o que parecemos que o que dizemos. É assim também com os que precisam do nosso apoio.

Cada um de nós absorve de maneira diferente acontecimentos comuns a todos e somos incomparáveis. Por que eu vivi algo de um jeito não obriga ninguém a viver da mesma forma. Aprender a respeitar a dor alheia é respeitar a individualidade do ser humano.

O medo do sofrimento do amor nos afasta das pessoas que mais nos amam.

Muito do que chamamos de imprevisto e coincidência é a Mão de Deus interferindo nas nossas vidas. Devemos pensar então duas vezes antes de reagir mal a algo que contraria nossos planos.

O passar do tempo nos traz a experiência, mas a sabedoria vem de maneira diferente.

Ela chega com a vivência, entendimento, compreensão e aceitação das adversidades.

Meu maior medo é o de acreditar sobre o que dizem a meu respeito, isso me destruiria. Devo sempre saber quem sou e nunca me esquecer dAquele que me criou.

Aprender a vida é reconhecer-se aluno eterno, com as somas, diminuições e ciências do dia-a-dia. É chegar ao fim do dia e fazer planos para o dia seguinte e se preciso for, recalcular, rever, repensar e recomeçar.

Letícia Thompson

Procissão da vida

Como é estranha a nossa pequena procissão da vida!

A criança diz: "Quando me tornar moço..."

O moço diz: "Quando me formar..."

Uma vez formado, diz: "Quando me casar..."

Após o casamento, e na plena luta pela vida o pensamento muda:
"Quando me aposentar..."

E então, o aposentado olha para trás e contempla o panorama percorrido.

Um vento glacial sopra em toda a parte.

O homem se dá conta de que ele nada aproveitou, e agora está tudo acabado.

Na vida, aprendemos tarde demais, que não consiste em esperar pelo futuro, mas em viver plenamente, cada dia e cada hora o presente.

Então eu pergunto: Quanto tempo você viveu?

Pense nisso e aproveite bem o seu dia.

Autor desconhecido

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vídeo: John Lennon - Imagine

Homem & Mulher

O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher é a mais sublime dos ideais.

Deus fez para o homem um trono; para a mulher um altar.
O trono exalta; o altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher o coração. O cérebro produz luz; o coração o amor.
A luz fecunda; o amor ressuscita.

O homem é um gênio; a mulher um anjo. O gênio é imensurável; o anjo indefinível.

A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher, a virtude extrema.
A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.

O homem tem a supremacia; a mulher a preferência. A supremacia representa força; a preferência o direito.

O homem é forte pela razão; a mulher invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove.

O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher de todos os martírios. o heroísmo enobrece; o martírio sublima.

O homem é o código; a mulher o evangelho. O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.

O homem é um templo; a mulher um sacrário. Ante o templo nós nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamos.

O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano; a mulher um lago. O oceano tem pérola que o embeleza; o lago tem a poesia que o deslumbra.

O homem é uma águia que voa; a mulher um rouxinol que canta. Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência. A mulher tem uma estrela: a esperança. O farol guia e a esperança salva.

Enfim,
O homem está onde termina a terra;
A mulher onde começa o céu!

Victor Hugo
1801/1885

Aos filhos o que posso...

Eu lhe dei a vida...
Mas não posso vivê-la por você.

Eu posso mostrar-lhe caminhos...
Mas não posso estar neles para o comandar.

Eu posso levá-lo à igreja...
Mas não posso fazer com que tenha fé.

Eu posso mostrar-lhe a diferença entre o certo e errado...
Mas não posso decidir por você.

Eu posso lhe comprar roupas bonitas...
Mas não posso fazê-lo bonito por dentro.

Eu posso lhe dar conselhos...
Mas não posso segui-los com você.

Eu posso lhe dar amor
Mas não posso impô-lo à você.

Eu posso ensiná-lo a compartilhar...
Mas não posso fazê-lo generoso.

Eu posso ensinar-lhe o respeito...
Mas não posso forçá-lo a respeitar.

Eu posso aconselhar com os amigos...
Mas não posso escolhê-los por você.

Eu posso alertá-lo sobre sexo seguro...
Mas não posso mantê-lo puro.

Eu posso informá-lo sobre álcool e drogas...
Mas não posso dizer NÃO por você.

Eu posso falar-lhe sobre o sucesso...
Mas não posso alcançá-lo por você.

Eu posso orar por você...
Mas não posso impor-lhe Deus.

Eu posso falar-lhe da vida...
Mas não posso viver sua vida por você.

Eu posso dar-lhe amor incondicional...
E ISSO EU FAREI!!!

Texto de Saint Clair

Pra dar colo é preciso pegar no colo?

Pra dar colo é preciso pegar no colo? Nem sempre. Há pessoas que dão colo com as palavras, com o que elas carregam e transmitem. Elas reconfortam sem presença física, estando, apesar disso, presentes.

É possível se dar a alguém, ser importante, fazer importante, às vezes mesmo com um gesto aparentemente banal. Estamos atravessando uma era em que as pessoas se encontram muito mais profundamente que antes. Elas se acarinham, se amam, se sustentam, amenizam a solidão e ajudam a curar feridas e secar lágrimas.

Distância? Não existe! Não é bem assim, ela existe, mas não percebemos. Eu estou aqui e estou aí ao mesmo tempo, da mesma maneira como meus amigos estão em toda parte e dentro de mim. A gente só alcança o que está perto, não?

Jesus atravessou séculos e ainda hoje nos pega no colo, ainda hoje falamos com Ele, choramos o calvário e a crucificação. Ainda hoje nos sentimos amados e podemos seguir Seu exemplo.

Quando você quiser abraçar alguém, dar colo, reconfortar e que seus braços não alcançarem essa pessoa... dê um telefonema, escreva uma carta, envie um e-mail!
Seu carinho vai chegar da mesma forma, com o mesmo calor. Nunca duvide disso!

Letícia Thompson

Eu...

Tenho que conviver comigo mesmo,
Portanto quero conhecer-me e assumir o que sou.

Quero ser capaz dia após dia,
De olhar dentro dos meus próprios olhos.

Não quero, ao fim do dia, ao por do sol
Odiar-me por coisas que eu tenha feito.

Quero poder sair de cabeça erguida,
E quero merecer o respeito de todos.

Pois na luta pelo ter e ser,
Quero ser capaz de gostar de quem sou.

Não quero olhar para mim mesmo e saber,
Que sou uma farsa, um malfeitor, um inútil.

Nunca poderei esconder-me de mim mesmo.
Sei o que os outros, talvez, nunca saibam.

Não posso enganar a mim mesmo,
E assim, aconteça o que acontecer,
Quero ter auto-respeito e consciência tranqüila.

(desconheço o autor)

Graças ao Menino

Era época de Natal. Pelos gelados caminhos do norte da Europa, seguia uma caravana de ciganos. Assustados com aquele inverno precoce e mais rude do que o habitual, os ciganos resolveram mudar o curso e tentar terras mais quentes.

Um dia, acampados à beira da estrada, perceberam a ameaça de uma iminente tempestade de neve; às pressas, recolheram suas coisas e seguiram com suas carroças, sem perceber que haviam deixado para trás um deles, um menininho que se havia abrigado numa espécie de gruta que encontrara. O pequeno cigano ali ficou, dormindo inocentemente por algumas horas, até a borrasca passar. Quando acordou deu-se por conta de que estava sozinho. Chamou, chamou, mas só sua voz ressoava no silêncio daquele mundo amortecido pela grossa coberta de neve.

Resolveu esperar com paciência que o fossem buscar, mas logo sentiu fome e tentou achar algo para iludir seu estômago. Em vão. Nenhuma fruta teria forças para crescer naquele frio, nenhum bichinho ousaria a neve clemente. As horas foram passando e o menino, enregelado e faminto, decidiu sair dali e procurar ajuda na cidade mais próxima.

Andou, andou e enfim chegou a um pequeno povoado. Cheio de esperanças, bateu à porta da primeira casa que encontrou.

Ali morava uma velha senhora, que havia passado o dia todo limpando e arrumando a casa, pois era véspera do Natal e ela queria que tudo estivesse impecável para festejar o sagrado nascimento do Menino. Assim, quando foi abrir a porta e viu aquela criança suja, mal vestida, ficou aborrecida e o enxotou, dizendo:
- Cuidado com esses pés imundos! Você não vê que pode sujar meu tapete, estragar todo meu trabalho? Saia daqui, seu pequeno vadio!

O garoto nem ousou responder nada; achou melhor tentar a porta da segunda casa.

Ali morava um marceneiro, que havia passado o dia todo reformando seus móveis, pois, afinal, era véspera de Natal, e tudo deveria estar perfeito para festejar o nascimento do Menino. E ele estava justamente lixando a última de suas cadeiras quando ouviu baterem. Contrariado com aquela interrupção, foi abrir e, vendo o cigano, gritou-lhe:
- Como ousa atrapalhar meu serviço? Fora daqui, não vê que estou ocupado?!

O menino, assustado, saiu correndo o quanto lhe permitiram suas perninhas cansadas e assim chegou à terceira casa.

Ali moravam uma jovem viúva e seu filho pequeno, quando ela viu o cigano, amendrontou-se; um garoto como aquele não podia ser boa companhia para seu filho. Era melhor evitar problemas, principalmente na noite em que se festejava o sagrado nascimento do Menino. E assim pensando, gritou, batendo a porta:
- Vá embora, você vai assustar meu filho!

O menino cigano, transido de fome e frio, arrastou-se pela neve, tentando afastar-se daquele povoado, que nenhum conforto lhe dera. Já ia longe, quando avistou uma última casinha. Sentindo que, se não fosse socorrido, morreria ali mesmo, para lá se dirigiu, até cair, sem forças, na soleira da casa.

Ouvindo o barulho, o velho mestre da aldeia, que ali morava, abriu a porta e recolheu o menino. Aqueceu-o ao pé da lareira, deu-lhe de comer e beber e reconfortou-o com amor.

Enquanto isso, com a noite chegando...

A velha senhora, sentada no seu sofá impecavelmente escovado, admirava o brilho de suas louças, a limpeza de sua sala, porém... não se sentia feliz. Doía-lhe a solidão. “De que adianta”, refletia ela, “ter a casa tão arrumada se ninguém compartilha comigo na noite de Natal? Bem que eu podia ter deixado aquele garoto entrar. Pensando bem, um pouco de neve no tapete não faria mal algum e agora eu teria alguém com quem conversar”. E assim arrependida, abriu o armário da cozinha, escolheu o maior pão que ali encontrou e saiu à procura do menino.

O marceneiro, por sua vez, acabara o trabalho. Sentado na sua cadeira nova, entediava-se, mergulhado em remorsos: ”Para que tantas cadeiras, se todas ficam vazias na noite de Natal? Bem que eu podia ter deixado aquele garotinho entrar. Talvez ele até me ajudasse e agora estaríamos festejando juntos.” E assim pensando, foi até sua adega, escolheu seu melhor vinho e saiu à procura do menino.

Entrementes, a jovem viúva observava o filho brincando sozinho e, arrependida, lamentava-se: ”Que pena ter mandado aquele cigano embora! Fui tola e medrosa. Uma criança tão pequena nada nos faria do mal, ao contrário, só nos traria alegria”. E assim pegou as melhores castanhas que encontrou na despensa e, carregando no colo seu filho, saiu à procura do menino.

Assim, seguindo as pegadas que o menino deixara na neve, todos eles se encontraram diante da casa do velho mestre. Ele abriu a porta e convidou-os a entrar. Lá dentro, ao pé do fogo, eles viram o menino, que, contente, sorriu-lhes. O velho mestre então perguntou-lhes, já que estavam, todos lá e tinham trazido tantas coisas boas, porque não sentavam ao redor do fogo e festejavam juntos o Natal.

E assim foi que, naquele ano, todos eles tiveram um Natal mais farto, mais alegre e caloroso, graças ao menino.

Assim pode ser também o Natal de todos nós que abrirmos a porta do nosso coração para quem sofra de frio ou fome, qualquer espécie de frio ou de fome.

Assim será, graças ao Menino!

Rosane L. P. Pamplona

Do coração de uma mulher

Se tivesse que abrir meu coração, eu contaria todos os segredos nele contidos, os que me confesso e os que até a mim mesma tento negar...

Eu falaria da minha esperança, das lutas, da briga por uma felicidade que eu nem sei se existe, mas que insisto em querer buscar, da minha recusa em aceitar estar presa a não ser que essa prisão seja minha própria escolha...

Eu diria, provavelmente, que essa fragilidade é apenas aparente ou que até nas horas mais fortes meu coração pede abrigo e compreensão...

Eu contaria, talvez, do orgulho que me impediu de viver horas bonitas, mas que quando olhei para trás já era tarde demais, dos meus arrependimentos, dos perdões que tive que conceder a mim mesma para continuar a levar uma vida tão normal quanto possível. E também do meu desejo de ter filhos, criar e procurar neles meus próprios traços e da minha alegria em encontrá-los.

Eu mencionaria minha mãe, que entendi depois, quando me tornei mãe também e confessaria com orgulho o quanto a admiro e o quanto a amo.

Eu até lembraria minha infância, minhas dúvidas da adolescência, meu desejo de crescer e de continuar menina, das vezes que me senti tola e briguei comigo mesma, me fiz inúmeras promessas e que esqueci quando o coração bateu forte novamente.

Eu não conteria minhas lágrimas se tivesse que abrir meu coração, eu assumiria, beberia todas elas como bebi na taça das dores que sofri, dos amores que vi partir e dos que eu mesma abri mão.

Eu sei que há coisas que nunca aprendi e que provavelmente nunca aprenderei, sei que da vida bebi e ainda beberei, mas que sairei um dia inteira, cheia de marcas e cicatrizes, mas mais que nunca me sentirei mais mulher.

Uma mulher nunca diz tudo, há segredos que ela guarda só.

Letícia Thompson

A vida - Letícia Thompson

Como a vida é delicada, frágil!... os segundos que se substituem não se repetem e o instante que vem pode transformar toda uma história em pedaços de lágrimas, onde o chão parece desaparecer sob os pés e o coração fica tão dolorido que parece que nunca vai encontrar remédio para curar-se.

Ninguém gosta de falar sobre perdas, alguns evitam até pensar, mas todos temos que, um dia ou outro, enfrentar.

Quando pensamos na vida, não queremos pensar nas possibilidades das perdas, que nos fazem sofrer antecipada e inutilmente.

Mas se a vida é um caminho onde subimos e descemos, é também um campo onde plantamos, colhemos e onde certas flores são carregadas tão repentinamente que nos pegam desprevenidos. E quando isso acontece, que fazer mais que abraçar a dor e esperar que os dias seguintes nos façam acordar desse pedadelo?

Viver o luto é aceitar a dor e a partida e aprender a continuar a viver. Talvez seja justamente isso o mais difícil: viver depois, reencontrar a alegria, o gosto, reaprender a olhar o belo e desejá-lo.

Algumas pessoas desenvolvem um sentimento de culpabilidade em aceitar novamente o presente da vida, o sorriso e o recomeçar. Elas sentem como se estivessem traindo quem se foi, porque devem continuar.

Ora, o amor não diminui ou não fica diferente porque aprendemos a viver sem os que se foram. O espaço conquistado no nosso coração pelos que nos amaram e os que amamos ficará definitivamente marcado. Porém, isso não pode e não deve impedir ninguém de viver.

É preciso aprender a viver com e "apesar de". É preciso aprender a viver com a dor, com a falta, com a saudade e apesar do adeus. E é preciso se reconstruir.

Completar o luto é aceitar que a última página de uma história tenha sido definitivamente virada, que aquele livro se encerrou, mas que a vida para quem fica continua.

A vida é uma dádiva do céu, que continua azul e infinito e onde as estrelas continuam a brilhar, mesmo na mais negra escuridão.

Letícia Thompson

Morre lentamente - Pablo Neruda

Morre lentamente...
Quem não viaja,
Quem não lê,
Quem não ouve música,
Quem destrói o seu amor-próprio,
Quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente...
Quem se transforma escravo do hábito,
Repetindo todos os dias o mesmo trajeto,
Quem não muda as marcas no supermercado,
Não arrisca vestir uma cor nova,
Não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente...
Quem evita uma paixão,
Quem prefere O "preto no branco"
E os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
Justamente as que resgatam brilho nos olhos,
Sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente...
Quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
Quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
Quem não se permite,
Uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente...
Quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante,
Desistindo de um projeto antes de iniciá-lo,
Não perguntando sobre um assunto que desconhece
E não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
Recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
do que o simples ato de respirar.

Estejamos vivos, então!

Pablo Neruda

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Repensando...

"Deixe de se preocupar em tentar encontrar o seu destino. Utilize o seu tempo para se conhecer. Despoje-se da máscara que mostra ao mundo e comece a fazer uma introspecção profunda para ficar a conhecer a pessoa que realmente é."

Robin S. Sharma

Pessoas especiais

Pessoas especiais não são donas de si, pertencem aos que ama.

Compartimentam o coração para poder melhor dividi-lo entre os que amam.

Pessoas especiais têm ouvidos na alma, para melhor escutarem as agruras dos que amam.

Pessoas especiais têm braços de infinito, para melhor abarcar os sorrisos e as lágrimas daqueles a quem amam.

Pessoas especiais têm em si a essência da amizade, para perfumarem o mundo com amor verdadeiro.

Pessoas especiais são como fadas, com dedos de condão, para tocarem com magia o semblante dos que amam.

Pessoas especiais são dádivas de Deus, para abençoarem os caminhos daqueles que cruzarem os seus.

Arlete de Andrade

O núcleo do amor

A vida sem amor, amizade, boas relações afetivas, benevolência e entrega incondicional perde parte do seu sentido e pode converter-se num vazio.

Não é fácil, no entanto, estabelecer vínculos afetivos consistentes, nem desenvolver uma atitude de amizade incondicional e amor desinteressado, porque para isso é preciso ir-se libertando dos grilhões do ego. A partir do ego, surgem linhas paralelas que não se encontram; a partir do ser, surge outro tipo bem diferente de comunicação, ou inclusive comunhão.

As atitudes demasiado egocêntricas e as tendências compulsivas de afirmação do ego, não só ressentem todo o tipo de genuína relação afetiva, como impedem os laços saudáveis e livres.

Também a amizade exige os seus requisitos e tem as suas leis, assim como qualquer verdadeira atividade e ou baseada no egoísmo ou no perverso utilitarismo.

O sentimento de amor adquire muitas e múltiplas manifestações, mas seguramente a mais bela, quando realmente o é, é a amizade.

A amizade não é comparável nem mesmo com o amor do casal, e quando a verdadeira amizade existe, a relação sentimental pode acabar, mas permanece a amistosa.

Ramiro Calle

Todos nós precisamos de amor

O amor faz parte da natureza humana - tanto quanto comer, beber e dormir.

Muitas vezes sentamo-nos diante um belo pôr de sol, completamente sós, e pensamos:
"Nada disto tem importância porque não posso compartilhar toda esta beleza com alguém."

Nesses momentos vale a pena perguntar:
Quantas vezes nos pediram amor e nós simplesmente viramos o rosto para o outro lado?

Quantas vezes tivemos medo de nos aproximar de alguém e dizer, com todas as letras, que estávamos apaixonados?

Cuidado com a solidão. Ela vicia tanto quanto as drogas mais perigosas.

Se o pôr do sol parece não ter mais sentido para si, seja humilde e parta em busca de amor.

Saiba que - assim como os outros bens espirituais - quanto mais estiver disposto a dar, mais receberá em troca.

Paulo Coelho in Maktub

Tanto a agradecer...

Que eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.

Obrigada, Senhor...
Por ter alimento,
quando tantos passam fome.

Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra.

Não reclame da vida

Conta-se que um rei foi certa manhã ao seu jardim e encontrou as plantas murchando e morrendo. Perguntou ao carvalho, que ficava junto ao portão, o que significava aquilo. Decobriu que a árvore estava cansada de viver, porque não era alta e elegante como o pinheiro.

O pinheiro, por sua vez, estava desconsolado porque não podia produzir uvas, como a videira.

A videira ia desistir da vida porque não podia ficar erecta e nem produzir frutos delicados como o pessegueiro.

O gerânio estava agastado porque não era alto e fragrante como o lírio. E o mesmo acontecia em todo o jardim.

Chegando-se ao amor-perfeito, encontrou sua corola brilhante e erguida alegremente, como sempre.

"Muito bem, meu amor-perfeito, alegrou-me de encontrar, no meio de tanto desânimo, uma florzinha corajosa. Você não parece nem um pouco desanimada."

"Não, não estou. Eu não sou de muita importância, mas achei que, se no meu lugar o senhor quisesse um carvalho, um pinheiro, um pessegueiro ou um lírio, teria plantado um deles; mas sabendo que o senhor queria um amor-perfeito, estou resolvido a se o melhor amor-perfeito que posso."

(Cowman, Lettie - do livro: Mananciais do deserto)
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Nosso maior erro é querer ser como os outros. Floresça onde você está. Saiba que seja qual for a situação, circunstância, a condição ou o lugar em que se encontre, com a ajuda de Deus você pode se transformar em um lindo jardim. Isso é possível desde que a pessoa conserve uma atitude feliz e positiva. Voc~e começará a florescer desde o momento em que creia com fé que Deus não cometeu nenhum engano quando o colocou onde você está!

Por isso, seja feliz sendo você mesmo. Creia nisso.

Encontro da fé

Busquei a Natureza procurando
Definições da Fé para que, enfim, pudesse
Reter comigo a força da esperança
E compreender, de todo, a mensagem da prece.

Fiz a pergunta ao Mar e o Mar me disse:
- Em Deus, deponho a minha própria fé,
Mas devo criar vida e equilibrar o mundo,
Desde a treva abissal à fúria da maré.

A Árvore me explicou: - A Deus me entrego,
O Grande Deus do Eterno e Sumo Bem,
Muito embora, no entanto, apredejada
Devo servir sem perguntar a quem...

A Fonte esclareceu: - Em Deus me guardo,
Pai da Beneficência e do Progresso,
Compete-me, porém, suportar pedra e lodo,
Ao fecundar o campo que atravesso.

A Roseira falou: - Pertenço a Deus,
Que me criou na luz de dons renovadores,
Mas, mesmo ao corte que me desfigura,
Não posso me queixar de quem me leva as flores.

Então pensei: - A Fé persiste e vence,
Do espírito mais nobre aos mais plebeus,
No coração que serve, age e confia,
Sempre a espalhar amor no amor de Deus.

Fonte: livro: Coração e Vida - Francisco Cândido Xavier

domingo, 16 de outubro de 2011

Amor - Paulo Sternick

Numa união, a comunicação dos parceiros é profunda e complexa. Ocorre por meio das trocas objetivas, das permutas afetivas e sexuais concretas ou através daquilo que um passa para o outro em mensagens cifradas, que nem sempre são entendidas. Essas últimas têm consequências em cada parceiro e na própria relação. É importante saber disso, pois até podem levar a doenças.

O poeta inglês John Keats (1795-1821) tratou em seus textos do que chamou capacidade negativa, idéia curiosa com a qual não estamos habituados. Capacidade, afinal, não é uma competência positiva? Mas, se pensarmos bem, há a habilidade de jogar mal futebol, de fazer uma besteira - até se diz, em certas ocasiões, "como você foi capaz de fazer uma coisa dessas!" Keats quis chamar a atenção, porém, para algo ainda mais instigante: a capacidade de não sermos presunçosos, oniscientes e onipotentes. Ou seja, não raro precisamos de um dom mais ligado ao reconhecimento dos limites, admitir que não sabemos ou não podemos compreender, controlar e prever muitas coisas que ocorrem. Uma capacidade negativa.

A experiência do amor é uma delas. Mas nem sempre os parceiros têm noção de que se movem praticamente em dois ambientes, quase como se vivessem em universos paralelos.

Nós, psicanalistas, investigamos as camadas desconhecidas e estranhas da mente, das quais conteúdos subjetivos podem ser postos para fora por meio de mecanismos psicológicos que denominamos "projeções". Do mesmo jeito, somos capazes de por para dentro, subjetivamente e sem perceber, estes conteúdos alheios, que passam a exercer influência em nós.

A experiência comum prova o que digo: lembra-se quando saem de um encontro se sentindo bem, autoconfiantes, com a autoestima elevada, ou, ao contrário, com moral baixa e desestimulados, sem saber por quê? Ele ou ela podem ser alvos da admiração e da afeição dos respectivos pares, recebendo na maioria das vezes "projeções" positivas e amorosas - o que os faz se sentir bem. Mas também podem ser alvo de um olhar superior e indiferente, ou depressivo, ou invejoso, cheio de mágoas e ressentimentos não necessariamente causados pela própria relação.

Já imaginaram ser objeto da depressão do outro - sentindo-se pra baixo com frequência sem saber o motivo?

Ou ser objeto do desprezo inconsciente do par possuidor de caráter competitivo, ele próprio bem-sucedido, e que precisa vencer, colocar o outro em plano inferior?

Claro, nada de se autovitimar. Que cada um se defenda, ninguém deve ser responsabilizado pelos problemas que só competem aos adultos assumirem, certo?

Errado! Acho que todos os que se relacionam são responsáveis pela qualidade da convivência, pela ética para com o parceiro, pelo bem-estar e pela incolumidade de quem convive consigo.

Mas, infelizmente, grande parte dessas trocas subjetivas são inconscientes e se passam sem controle. O paradoxo é que o fato de ser inconsciente não exime ninguém de ser responsável por si como um todo.

O que também é um convite aos parceiros para ficarem de olhos bem abertos sobre como podem ser influenciados por aspectos que saem, não raro inadvertidamente, dele ou dela. Se forem conteúdos amorosos, claro, serão muito bem recebidos!

Paulo Sternick é psicanalista no RJ.

sábado, 15 de outubro de 2011

Digite sua senha

Ah, como eu gostaria de ser apenas um número. Sim, porque atualmente eu sou - perdão - inúmeros. Toda vez que alguma máquina, voz gravada ou pessoa de carne e osso me ordena "Digite sua senha", eu entro em pânico. Qual delas? A senha do cartão ou a senha eletrônica? A que eu inventei ou a que me mandaram pelo correio? A de quatro dígitos com código de segurança de mais três dígitos, ou a de oito dígitos com código de segurança de quatro dígitos e meio? Aquela em que eu embaralhei o telefone da sogra ou a outra em que eu juntei a placa do carro com o apartamento do vizinho e dividi por 2?

Alguns bancos são tão indelicados que, depois de pedir duas senhas e o código de segurança, ainda fazem perguntas de foro íntimo, como a sua data de nascimento. Isso é coisa que se pergunte a uma cliente? Tenho amigas que não confessam a idade nem mesmo a um caixa eletrônico.

Não admira que pessoas crescidas não saibam mais a tabuada: toda a nossa memória para números está ocupada por dezenas de senhas e códigos de segurança.

Eventualmente, de tanto preencher cadastro e conversar com atendentes de telemarketing, você acaba decorando até mesmo o seu CPF - o que pode ter consequências trágicas. Só mais tarde é que você vai descobrir que o seu cérebro gravou o CPF por cima de números muito mais importantes, apagando da memória o seu aniversário de casamento e a série em que o seu filho caçula está na escola.

Telefones, pelo menos, ninguém mais precisa decorar: estão todos na agenda do celular. Só que daí você compra um aparelho mais moderno e o que acontece? Continua carregando o antigo, agora na função de agenda telefônica. A propósito, de que adianta tanta modernidade, se ficou muito mais complicado fazer um DDD? Antigamente era automático. Hoje você precisa parar tudo, respirar fundo e fazer um grande esforço de concentração para colocar o código da operadora exatamente no lugarzinho certo, sem se atrapalhar com o resto do número. Mas é bom não reclamar, senão daqui a pouco eles vêm e inventam uma gravação: "Bem-vindo à operadora X. Digite sua senha".

Por mais que a gente tente dar uma de espertinho, é impossível usar a mesma senha em todos os lugares. Os computadores exigem que se cadastrem senhas diferentes para isso ou aquilo. Umas precisam ter quatro, outras seis, outras oito dígitos. Daqui a pouco vai ter senha com raiz quadrada, senha com logaritmo e senha com dízima periódica. O número de senhas que uma pessoa comum precisa decorar é tão absurdo que já existem programas para computadores de bolso que armazenam todas as suas senhas, devidamente criptografadas. Mas é claro que, para ter acesso a elas, você precisa de... mais uma senha.

Não adianta: as senhas vieram para ficar. O jeito é ir se preparando para o pior. Qual é o código de segurança do seu mês de nascimento? Não vá se esquecer do código da operadora da sua identidade! Por favor, digite a data de aniversário da sua senha.

Ricardo Freire - Revista Época - 11/08/2003

... Está dentro do etc.

"... e os olhos se evitavam.
Ainda se queriam." (Arlete Sendra)

Quando uma relação se desfaz, é preciso saber esquecê-la e para esquecê-la é preciso não esquecer que é preciso esquecer. E como para esquecer que é preciso esquecer é preciso lembrar que é preciso esquecer, não se esquece.

Esquecer requer a não-lembrança de tudo o que "... está dentro do etc.". E como dentro do etc cabe tudo e cabem outras coisas, tem-se sempre a outra coisa de que se lembrar!

Você se esqueceu daquele perfume! Mas aquela música traz de volta aquele perfume que traz de volta o toque das mãos, que traz de volta o olhar de cumplicidade tantas vezes trocado.

Você se esqueceu da música, do perfume, do toque das mãos, do olhar de cumplicidade! E aquela palavra? O riso? O sorriso? A alegria contida da chegada! Verdadeira sinfonia ao amanhecer! Prelúdio do entardecer! Essas coisas "estão dentro do etc.".

"... estão dentro do etc." a vida que flui, o dia que foi, o dia que virá. Os sonhos vividos e os sonhos que não foram autorizados a viver.

"... está dentro do etc." a nostalgia, esta dor do rosto, do retorno que é a falta do outro ainda não esquecido, a falta que sendo falta é, paradoxalmente, presença.

"... estão dentro do etc." o rosto que não se esquece, a solidão conscientemente escolhida.

"...está dentro do etc." a ambiguidade de nossas emoções que respondem pelos nossos afetos e desafetos.

"... está dentro do etc." ser você quando sou, ser eu quando é você.

"...estão dentro do etc." os olhos da memória, as emoções criadoras e certas melodias verbais.

"... está dentro do etc." mudar todas as coisas que no futuro do passado - quando o passado era presente - foram sonhadas.

"... está dentro do etc." a certa incerteza do amanhã.

"... estão dentro do etc." a vida com seus detalhes e sua imprevisibilidade.

"... está dentro do etc." sermos outros ainda que não deixemos de ser nós mesmos.

"... estão dentro do etc." a construção da própria liberdade e a decisão de outros et ceteras!

(*) Dra Arlete Sendra é graduada em letras clássicas, mestre em Literatura Brasileira, Doutora em Literatura de Língua Portuguesa e Pós-doutorada em semiótica. Docente e pesquisadora da UENF e membro da Academia Campista de Letras.

Refletindo...

"As coisas que não conseguem ser esquecidas, continuam acontecendo... tente esvaziar esse espaço para dar lugar às novidades. O que passou... passou. Se foi bom, provou a si mesmo(a) que consegue semear o bem, se não foi, que bom que já se foi..."

"Todo trabalho tem seus problemas. Uma consideração essencial na escolha de uma carreira é determinar que tipo de problema você gosta de resolver." (Steve Elledge, EUA)

"A meditação não é um meio de aquietar sua mente, de penetrar na quietude que já está ali - sepultada sob os 50 mil pensamentos que a pessoa comum tem todos os dias. (Deepak Chopra, Perfect health - Crown)

"Sucesso é a capacidade de enfrentar o fracasso sem perder o entusiasmo."

"O beijo é o encontro de duas bocas, que se calam, para ouvir a voz do coração."

"Quem sabe arrancar o veneno do peito e sair satisfeito por aí, faz da vida um carnaval..." (AGEPÊ)

"Quando alguém está apaixonado, sua aura ilumina-se, sua criatividade atinge o auge e, principalmente, a sensação de estar vivo toma conta de seu coração." (Roberto Shinyashiki, do livro - O sucesso é ser feliz - Editora Gente)

"Não tente mudar seus amigos, deixe-os ser como Deus os fez. E não se preocupe se não for igual a eles: você também tem o direito de ser como Deus o fez." (Alfonso Milagro)

"Tantos anos o país se descuidou do meio ambiente que agora, se quiser salvar alguma coisa, vai ter de tratar do ambiente inteiro." (Millôr Fernandes)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Envelhecer é questão de coração

A psicologia popular nos ensina uma grande verdade:
"Não são as rugas do rosto que nos envelhecem; mas, sim, as rugas do coração."

Enquanto meu coração não tiver rugas, sou jovem.

Envelhecer é mais um estado de espírito que uma soma de anos.

O sorriso não envelhece. É sempre jovem, quando vem do coração.

Uma verdade importantíssima precisamos lembrar:
"O HOMEM TEM A IDADE DE SUA ALEGRIA."

Se você não mais souber sorrir, há de envelhecer bem depressa.

A juventude da alma é que mantém a juventude do corpo.

Você pode estar prostrado pela enfermidade; amarrado a um leito de hospital; paralítico de mãos e pés: mas ninguém poderá roubar-lhe a alegria interior, que nasce do seu encontro de fé com Deus.

Por que recordamos todos nós com saudade da figura bondosa do inesquecível papa João XXIII? Exatamente por ele ter dado ao mundo o testemunho de uma juventude perene: a juventude de um espírito revigorado pela presença transformante de Deus. A alegria e a bondade de João XXIII conquistaram mais corações que seus discursos e suas encíclicas, se bem que magistrais.

Você é jovem na medida em que seu coração for jovem. Na medida em que ele souber buscar as fontes puras e saudáveis de uma verdadeira alegria, e crer que vale à pena ter fé e amar, mesmo contra todos que descrêem e odeiam.

Recordo-me agora da frase que um amigo me dizia:
"Por que haveríamos de odiar, se o tempo para amar é tão pouco?..."

O amor nos dá forças para não envelhecer. Para não ser pessimistas.

PARA CONTINUAR NOSSO CAMINHO...

É proibido instalar-se! Precisamos seguir, seguir sempre! Mas, SEGUIR COM ALEGRIA. Somente, amando, conservaremos nossa juventude, porque Deus - que é AMOR - não envelhece.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Osho

Gratidão a todos os Mestres Espirituais que “trilharam o caminho” antes de nós...

AMOR
"Lembre-se de não armazenar seu amor, de não ser calculista. Não seja mesquinho, assim você perderá tudo. Ao contrário, permita que seu amor floresça e o compartilhe, ofereça-o, permita que ele cresça."

AUTO-ACEITAÇÃO
Você não pode ser outro além de você mesmo. Então relaxe. A existência necessita de você tal como você é."

ARREPENDIMENTO
“Esteja consciente de que mesmo quando você comete um erro, isso também pode ser uma oportunidade. Quando perceber que foi contra sua própria verdade e traiu o que sente em seu coração, permita que as lágrimas fluam profundamente de você, e elas podem ser uma transformação.”

CONFIANÇA
”Quando você sente profunda confiança, essa qualidade transforma sua vida, não importa as circunstâncias.”

COMPAIXÃO
"Compaixão não é ter um coração transbordante de piedade para com os outros. Compaixão é um amor tão profundo que você está disposto a fazer o que for preciso para trazer luz a uma situação."

CONSCIÊNCIA
“Sempre que você estiver agindo inconscientemente, pare, não seja um robô, não aja a partir do ego. Tome uma xícara de chá - acorde e então aja com consciência.”

CORAGEM
“Este é um lembrete: quando você entra no caminho para encontrar Deus, não há retorno possível. E isso exige tremenda coragem.”

COMPREENSÃO
Compreenda o que você vê nos outros é o que você tem dentro de si mesmo. Seus julgamentos são, na verdade, reflexos daquilo que está reprimido ou rejeitado dentro de você.

INTELIGÊNCIA
“Use sua inteligência para procurar as coisas onde elas estão, mesmo se estiver escuro - olhe para dentro.”

MENTE
“Esteja pronto para tomar responsabilidade pela sua própria miséria, alegria, negatividade, positividade, inferno ou paraíso. Quando essa responsabilidade é entendida e aceita, mudanças começam a acontecer. Esteja aberto a uma nova possibilidade.”

RAIVA
“Quando você sentir raiva, não jogue sobre o outro e nem a reprima. Ela é um belo fenômeno que pode ser transformado num fenômeno positivo.”

FRACASSO
“Quando você tenta fazer algo sozinho, separado do todo, isso se torna um fracasso. O sucesso está em Deus e com Deus.”

SEXO
“Permita que seja o primeiro passo, mas não o último.”

TRISTEZA
“Quando você segue a natureza das coisas, não existe sombra. Até a tristeza é luminosa. Ela não é mais sua inimiga. Você a acolherá, pois perceberá sua necessidade. E sem ela você será menos, não mais.”

CRIATIVIDADE
“Pare de usar sua loucura, negatividade e destrutividade contra si mesmo e os outros. Isso tem sido fácil, destruição até mesmo uma criança pode fazer. Agora volte-se para algo interno, completamente não - familiar - isso exige tremenda coragem e força. Permita-se expressar sua criatividade.”

GARGALHADA
“A gargalhada é uma força tão transformadora que nada mais é necessário. Se você transforma sua tristeza em celebração, então também será capaz de transformar sua morte em ressurreição.”

ESPERANÇA
“Não se perca na armadilha da esperança, não se deixe levar pela idéia de que a ajuda vem de fora. O outro não o preencherá. Preenchimento é interno.”

GRATIDÃO
“Quando seu coração está pleno de gratidão, qualquer porta aparentemente fechada pode ser uma abertura para uma bênção maior.”

INTEIREZA
“Olhe para dentro de você e perceba se você está inteiro. Tesouras são como a mente, elas cortam, dividem... A agulha é como o amor, une as coisas, restaura o que está despedaçado. Abra seu coração para o amor, e ele o tornará inteiro.”

PRECE
”Não interfira no amor e na prece de outra pessoa. Abandone a idéia de que você sabe a maneira de rezar. Simplesmente respeite... Seja qual for a maneira delas, essa é a forma perfeita para elas.”

ABUSO DO PODER
“Quando você usa o poder, deve ter um profundo respeito e amor pelos outros e por toda a existência. Não interfira na vida do outro a partir de suas próprias concepções intelectuais. Se você tem poder, não manipule os outros; use-o criativamente.”

MEDITAÇÃO
Preste atenção a tudo. Não existe “grande” ou “pequeno”. Você pode encontrar Deus em todo lugar. Procurando, buscando, investigando...

Você está em sério perigo! A qualquer momento pode estar amando, rindo, curtindo – você pode acidentalmente encontrar Deus.

ACIDENTE FINAL
"Seja sincero em sua busca; faça tudo por ela. É a sede de conhecer o original através do reflexo que o torna digno do acidente final - a iluminação."

Fome de Amor

Todos temos fome. Fome de pão, fome de amor, fome de conhecimentos, de paz e de amizade.

A fome de pão que tanto aparece é a que mais comove e, contudo, existem outros tipos de fome.

A fome de amor, dentre todas, é a mais difícil de ser saciada. Muitos passam a vida inteira sem que ninguém lhes estenda uma migalha de carinho.

Aprendamos a reconhecer a fome de quem nos fala, de quem conosco convive, entendendo que quanto maior a fome, mais escondida se encontra e a busquemos saciar.

Recordemos os versos da oração franciscana:

Senhor, que eu ame mais do que pretenda ser amado...

Redação do Momento Espírita

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

O tempo do tempo

Mesmo com toda pressão do mundo, não se cobre tanto, faça o que for possível. O possível por vezes é quase nada, então não se culpe, nem perca o juízo, apenas espere.

O agricultou olha para o tempo e sabe, que se lançar as sementes e não chover, perderá todo seu tempo e o dinheiro. Se chover demais no mesmo dia, as sementes são jogadas para fora das covas. Tempo, dinheiro, trabalho perdidos.

Por isso não acredite que esse tempo de espera é inútil, às vezes o chamado do emprego não veio; pois virá outro melhor.

Talvez, o relacionamento acabou, pois não era esse o seu amor.

Quem sabe, esse concurso deu errado, pois você não estudou o suficiente, e às vezes nem gostaria de trabalhar nessa vaga.

Quem garante que o avião que você perdeu a hora vai chegar ao destino sem turbulências horrorosas, ou até mesmo chegar?

Por que essa preocupação com a próxima terça-feira se estamos na quinta, e nem sabemos se chegaremos lá? Preocupe-se com o dia de hoje!

O Universo não anda com o relógio, não marca o tempo. Para ele e para nós só o agora é o infinito.

Viva bem este momento, pois só ele é o seu "tempo", o resto é aventura, sonho ou pesadelo, depende de suas emoções.

Crie a paz, respire, envolva-se pela paz. Este é o melhor dia da sua vida, de todos os dias.

Paulo Roberto Gaefke

A vida para hoje

Por muito tempo eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. Aí sim, a vida de verdade começaria. Por fim, cheguei a conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho!

Assim, aproveite todos os momentos que você tem. E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém.

Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade;
Até que você volte para a faculdade;
até que você perca 5 quilos;
até que você ganhe 5 quilos;
até que você tenha tido filhos;
até que seus filhos tenham saído de casa;
até que você se case;
até que você se divorcie;
até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova;
até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos;
até o próximo verão, outono, inverno;
até que você esteja aposentado;
até que a sua música toque;
até que você tenha terminado seu drink;
até que você esteja sóbrio de novo;
até que você morra;

E decida que não há hora melhor para ser feliz do que AGORA MESMO...

Lembre-se:
"Felicidade é uma viagem, não um destino".

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Amigo - Trago uma rosa para você

Se você entende a linguagem das flores, o olhar da criança, o gesto do amigo, o sorriso do irmão, como expressões de amor, então sei que será bem recebida a rosa que lhe trago.

A flor é símbolo. Ela diz tudo que a gente não consegue dizer.

A flor é sorriso. Ela renova a certeza da estima ou devolve a alegria pela volta do amigo.

A flor é presença. Ela fica em lugar de quem parte. Lembra seu amor, seu olhar, sua voz, lembra enfim, a pessoa que a ofertou. Ela deixou de ser simples flor. É agora uma rosa ofertada. Uma rosa com amor.

A rosa que hoje lhe trago é minha amizade. Para que você não esteja só e tenha alegria e coragem de seguir jornada. Para que sejamos irmãos: gente que sabe que sozinho não vence na vida e que precisa do outro para crescer.

Infelizmente, amigo, vivemos num mundo em que muitos desaprenderam o valor de um sorriso ou o símbolo de uma flor-que-se-dá. Desaprenderam que a vida é bela na medida em que o amor tomar conta de nós, e impregnar as palavras e os gestos mais simples de um sentido novo. Desaprenderam olhar além. Além das aparências. Além dessa terra.

É preciso um olhar de infinito na vida que passa. Só assim ela se eterniza e nos faz descobrir o essencial que se esconde em cada momento, em cada palavra, em cada passo.

Trago uma rosa para você sorrir de novo, se acaso desaprendeu. Ela lhe há de falar de minha vontade em vê-lo crescer. Da afeição que lhe devoto. Da alegria que tenho em sabê-lo morador do meu planeta e companheiro de retorno para o Pai.

Obrigado pelo dia em que também você me ofertar uma rosa. Será maravilhoso para mim! Ela será você mesmo. Você comigo. Há de recordar nossa amizade...

E eu terei novamente mais vontade de viver!

sábado, 1 de outubro de 2011

Aprecias bonsai? Galeria aqui.

O QUE É BONSAI?

A palavra Bonsai é vindo do japonês e significa “árvore em vaso ou árvore em bandeja”. De outra forma, podemos dizer que é uma árvore ou arbusto, com dimensões reduzidas, plantado em um vaso de pequena profundidade.

Basicamente, o bonsai é uma réplica artística de uma árvore natural em miniatura, representando a arte viva da união de arte, agrotécnicas e tempo.O bonsai não é apenas uma técnica, é arte e sensibilidade, ele não é somente uma “árvore pequenininha”, ele representa a vitória sobre os anos e sobre o terreno, ele representa a luta de um incansável guerreiro sobre as rochas e o vento. Ele proporciona a representação de uma planta nas condições mais adversas da natureza.