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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Devaneios...
No seu corpo é que eu encontroDepois do amor, o descanso
E essa paz infinita
No seu corpo, minhas mãos
Se deslizam e se firmam
Numa curva mais bonita
No seu corpo o meu momento
É mais perfeito
E eu sinto no seu peito
O meu coração bater
E no meio desse abraço
É que eu me amasso
E me entrego pra você
E continua a viagem
No meio dessa paisagem
Onde tudo me fascina
E me deixo ser levado
Por um caminho encantado
Que a natureza me ensina
E embora eu já conheça bem
Os seus caminhos
Me envolvo e sou tragado
Pelos seus carinhos
E só me encontro se me perco
No seu corpo
E embora eu já conheça bem
Os seus caminhos.
(Roberto Carlos)
sábado, 27 de agosto de 2011
Aquarela
Composição: Toquinho/Vinicius de Moraes
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu
Vai voando, contornando a imensa curva Norte e Sul
Vou com ela viajando Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando,
é tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo, sereno e lindo
e se a gente quiser ele vai pousar
Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega no muro
e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está
E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida,
depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
de uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá
Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá)
e com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá)
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (e descolorirá)
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Ainda ontem
Tradução:Ontem ainda eu tinha vinte anos
Acariciava o tempo e brincava de viver
Como se brinca de namorar
E vivia a noite sem considerar meus dias
Que escorriam no tempo
Fiz tantos projetos que ficaram no ar
Alimentei tantas esperanças que bateram asas
Que permaneço perdido sem saber aonde ir
Os olhos procurando o céu
Mas, o coração posto na terra...
Ontem ainda eu tinha vinte anos
Desperdiçava o tempo
Acreditando que o fazia parar
E para retê-lo, e até ultrapassá-lo
Só fiz correr e me sufocar
Ignorando o passado que conduz ao futuro
Precedia da palavra 'eu' qualquer conversação
E opinva que eu queria o melhor
Por criticar o mundo com desenvoltura...
Ontem ainda eu tinha vinte anos
Mas perdi meu tempo a cometer loucuras
O que não me deixa
No fundo nada é realmente concreto
Além de algumas rugas na fronte e o medo do tédio
Porque meus amores morreram antes de existir
Meus amigos partiram e não mais retornarão
Por minha culpa criei o vazio em torno a mim
E gastei minha vida e meus anos de juventude
Do melhor e do pior descartando o melhor
Imobilizei meus sorrisos e congelei meus choros
Onde estão agora meus vinte anos?
O ser humano nunca é velho ou jovem demais
Para amar e ser amado
E assim encontrar um sentido para sua existência
O coração do afeto não tem idade
Não vamos perder tempo olhando para trás
Vamos viver hoje, curtindo o presente
Com olhos fitos no amanhã
Ainda há tempo de apreciar as flores
Colocar os pés no riacho
Assistir um pôr-do-sol
Há tempo para nos voltarmos para Deus e para os outros
A vida ainda que passageira, está em nós
É preciso viver bem pois, só se vive uma vez
Pior que perder a vida diante da morte
É desaproveitá-la no decorrer da existência.
Charles Aznavour/Patrick Bruel
Ainda existe um lugar
Porque a vida é como água da sanga que vai passando e não voltaJá sinto o tempo a caminhar comigo, seguindo aos poucos, no rumo do poente
O que eu não quero é ver chegar o fim e ouvir o tempo gargalhar de mim
Com a alma gaúcha e um sonho dos buenos eu guardo a querência...
Com o Rio Grande a cabresto pra fazer Pátria
E fronteira além das vãs cordilheiras nos prados do firmamento
Ainda Existe um Lugar...
Venha sentir a paz que existe aqui no campo
O ar é puro e a violência não chegou
O céu bem limpo e muito verde pela frente
E uma vertente que não se contaminou
Pela manhã o sol nascente vem sorrindo
E os passarinhos cantam hinos no pomar
O chimarrão tem um sabor de esperança
E a criança traz um futuro no olhar
De tardecita tem os banhos de riacho
Jogo de truco junto à sombra do galpão
Uma purinha que faz rima com outro mate
E um cão que late contra o guacho no oitão.
Vê que estou firme
Nenhum receio me turba o aspeto, nenhuma sombra me nubla o olhar
Já sei que chegas, Inverno velho! Já sei que trazes - bárbaro!
O frio e as longas chuvas sobre os beirais
Eu sinto frio, mas apesar de tudo o meu destino é andar quebrando geadas
O anoitecer nos apresenta mais estrelas
Entre o silêncio que da paz para o luar
De vez em quando um cometa incandescente
Se faz presente prá um pedido repontar
Aqui a verdade ainda reside em cada alma
Se aperta firme quando alguém lhe estende a mão
Se dá exemplo de amor, fraternidade
Aos na cidade que não sabem pra aonde vão.
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