domingo, 3 de abril de 2011

Festival de Fusca

Dentro de você

E se eu disser que dentro de você mora um anjo que se reveste de luz para fazer novos amigos?

E se eu disser que dentro de você existe uma paz infinita que o torna tão amigo e querido?

E se eu disser que dentro de você existe luz e que essa luz apaga a inveja, a discordância e a guerra?

E se eu disser que dentro de você existe um cupido que espalha amor e que flecha meu coração?

E se eu disser que és iluminado pelas estrelas e teus olhos parecem reflexo dessa luz?

E se eu disser que tu és divinamente concebido e tens dentro de si tudo o que precisas para viver?

E se eu disser que dentro de você existe uma fera que sabe lutar e defender os seus?

E se eu disser que dentro de você habita uma chama que é capaz de incendiar uma cidade?

E se eu disser que dentro de você mora um inventor capaz de criar mil maneiras de fazer a mesma coisa?

E se eu disser que dentro de você existe um construtor que é capaz de criar novos caminhos?

E se eu disser que dentro de você existe um elo de corrente que te liga ao sobrenatural tão facilmente?

E se eu disser que sois deuses, que possui a chave da vida eterna... da alegria que não acaba, dos sonhos que se realizam, da saúde que se perpetua, dos amigos que nunca se esquecem, da saudade gostosa, do desejo que realiza, do orgasmo da vida?

Você é a própria luz, acredite nisso e brilhe, por amor a você e a quem te criou.

Construa, viva, conquiste, não aceite as derrotas, os "nãos”!

O impossível é apenas uma força te convidando para realizar.

Acredite.

Dentro de você existe um universo em permanente construção.

Mário Prata

Despertar da alma

Todos acabamos por chegar aonde queremos, é tudo uma questão de tempo e paciência...

A sabedoria de encontrar tempo, em meio à inevitável rotina das tarefas e dos dias, para as perguntas essenciais.

Para onde me conduzirá a estrada da minha vida?

Os caminhos do mundo, e os caminhos da alma...

O que é que faz uma vida plena?... O amanhecer de um novo dia.

Que caminhos percorrerá hoje a minha alma?

A dimensão essencial e espiritual da existência.

O que significa uma vida fecunda?...

O discernimento entre o Real e o ilusório, entre o transitório e o Essencial. As Bem-aventuranças destinadas aos puros de coração, e àqueles que têm fome e sede de justiça.

Os dias e as horas somente ganham sentido se nos reconduzirem em direção à Fonte.

“Quando um ser humano encontra o mais elevado espaço de calma e de paz de que é capaz, as influências celestes derramam-se nele, o renovam e utilizam na salvação
da humanidade.”

Elizabeth Kübler-Ross

O primeiro nascimento é uma experiência comum a todos os seres viventes. No entanto, é o segundo nascimento portador de sentido, plenitude e beleza. O verdadeiro nascimento é o dia em que despertamos para a dimensão essencial do existir.

O dia em que os nossos olhos e ouvidos espirituais passam a ver e a ouvir. Ser capaz de sentir a Vida que nos é agraciada, e o Sopro que nos acaricia. Ter consciência da Presença que nos rodeia, ampara, protege, convoca e inspira.

O Amor luminoso que faz a Terra girar, e que ilumina o coração humano e as outras estrelas...

Vídeo: Edson e Hudson - Somos assim

A oração que causou controvérsia...

Oração de abertura no Senado de Kansas.

Talvez queiras ler esta oração que foi feita em Kansas, na sessão de inauguração do
"Kansas House of Representativas".

Quando se pediu ao reverendo Joe Wright que fizesse a oração de abertura no Senado
de Kansas, todos esperavam uma oração ordinária, mas esta foi o que todos escutaram:

Senhor, viemos diante de Ti neste dia, para te pedir perdão e para pedir a tua direção. Sabemos que a tua Palavra disse: "Maldição àqueles que chamam "bem" ao que está "mal", e é exatamente o que temos feito.

Temos perdido o equilíbrio espiritual e temos mudado os nossos valores.

Temos explorado o pobre e temos chamado a isso "sorte".

Temos recompensado a preguiça e a chamamos de "ajuda social".

Temos matado os nossos filhos que ainda não nasceram e a isso temos chamado "a livre escolha".

Temos abatido os nossos condenados e a isso chamamos de "justiça".

Temos sido negligentes ao disciplinar os nossos filhos e chamamos isso de " desenvolver a sua auto-estima".

Temos abusado do poder e temos chamado a isso "Política".

Temos cobiçado os bens do nosso vizinho e a isso temos chamado "ter ambição".

Temos contaminado as ondas de rádio e televisão com muita grosseria e pornografia
e temos chamado "liberdade de expressão".

Temos ridicularizado os valores estabelecidos desde há muito tempo pelo nossos ancestrais e a isto temos chamado de "obsoleto e passado".

Oh, Deus! Olha no profundo dos nossos corações; purifica-nos e livra-nos dos nossos pecados.

Amém.

A reação foi imediata. Um Parlamentar abandonou a sala durante a oração. Três outros criticaram a oração do Padre classificando a oração como "uma mensagem de intolerância".

Durante as seis semanas seguidas, a Igreja Central Catholic Church onde trabalha o sacerdote Wright recebeu mais de 5.000 chamadas telefônicas, das quais só 47 foram desfavoráveis.

Esta Igreja recebe petições do mundo inteiro, da India, África, Ásia, para que o pároco Wrigth ore por eles.

O comentarista Paul Harvey difundiu esta oração na sua missão de rádio "The Best of the Story", (O Resto da História), e recebeu um acolhimento muito mais favorável por essa emissão, que por qualquer outra.

Com a ajuda de Deus, gostaríamos que esta oração se derramasse sobre a nossa Nação,
e que nasça em nossos corações o desejo de chegar a ser uma "Nação debaixo de olhar
de Deus".

Se o podes fazer, indique, envia ou reproduza esta oração aos teus amigos e em 30 dias o mundo inteiro a terá lido (isso não é uma corrente).

Se não temos o valor de nos mantermos firmes nas nossas convicções, então caíremos diante de qualquer outro argumento ou inimigo.

sábado, 2 de abril de 2011

Beijo-te

Quando chegas de mansinho
Bem devagarzinho e me abraças por trás
Sinto teu hálito quente em minha nuca
Arrepio-me inteira...

Boca linda!
Teus lábios nos meus
Lábios peregrinos
Lábios macios
Tão ávidos...

Beija-me nas faces, nos olhos
Passeias pelos meus lábios com tua língua
Num deslizar de carícias...

Rendo-me a ti em delícias
Beijo-te
Desejo-te!
Embriago-me de ti...

Sedução...
Fascínio...
Murmúrios... Arrepios...
Ponta da língua...
Fragrância de amor no ar...

Tua boca exige minha boca
Beija-me com loucura...
Bocas sugam
Línguas lambem...
Nossos sexos beijam-se.

Candy Saad

O amor que eu nunca fiz

O amor que eu nunca fiz tinha cheiro de pecado
Tinha um monte de carinhos guardados...

Tinha início num simples beijo
Que terminava envolto em milhões de desejos...

O amor que eu nunca fiz era criança
Era alucinado e acalorado
Depois virou adolescente e carente
Mais tarde, um senhor triste e empalhado
Escondido dentro do passado...

O amor que eu nunca fiz
Tinha cheiro de jasmim
Perfume de alecrim...

A cor da aurora
Teria sido um instante de glória
Talvez o começo de uma história...

Chamava por mim
Sempre foi assim...

No silêncio da madrugada
Em alguma hora encantada...

Ele era fantasiado de alegria
Escondido atrás da agonia...

Quente e louco
Perturbado e indisciplinado
Era medroso, cheio de angústias...

Partículas de tormentos
Cheio de instantes e momentos...

O amor que eu nunca fiz
Me chamava, me enfeitiçava
Tentava me levar ao final da estrada
Mas minha fuga
Sempre era alucinada
Fuga de lágrimas, sem palavras...

O amor que eu nunca fiz era gelado
Frio e molhado
Doce e salgado
Fugitivo e enraizado
Seco e atormentado
Imperfeito e arruinado...

O amor que eu nunca fiz
Me deixou marcas
Por toda parte
Por cada pedaço do meu corpo
Nos lábios e no rosto
No peito e na emoção
Na saudade e no coração...

Fugiu de mim
E sempre vai ser assim...

Porque o amor que eu nunca fiz
Riu quando eu não quis
Embora eu saiba
Que dentro do seu coração
Ficou um vácuo
Uma ilusão
Uma estranha sensação...

Mas o amor que eu não fiz
Ainda me atormenta
Ainda me alimenta
Ainda não se satisfaz
Ainda não é capaz...

O amor que eu nunca fiz
De certa forma eu já fiz...

Quando olhei nos seus olhos
Quando beijei a sua boca
Quando fiquei completamente louca...

Quando nas noites de verão
Peguei na sua mão...

Quando o seu corpo encostou no meu
E enlouquecida eu quis o seu...

O amor que eu nunca fiz
Abriu-me uma porta
Iniciou uma história
De derrota e de glória...

De despedida e partida
De amizade sofrida
De paixão, amor e dor...

O amor que eu jamais fiz
Foi nosso peso
Foi nossa medida
Nosso pesadelo
E nossa dívida
Foi nosso desespero
E ficou sendo também
O nosso segredo.

O amor que eu nunca fiz
Foi justamente, de todos...
... o que eu mais quis!

Autoria: Silvana Duboc

Mulheres espetaculares

Tem sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos... Mas o que é mais importante não muda...

A tua força e convicção não têm idade.
O teu espírito é como qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada conquista, vem um novo desafio.
Enquanto estiveres viva, sente-te viva.
Se sentes saudades do que fazias, volta a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amarelecidas...

Continua, quando todos esperam que desistas.
Não deixes que enferruje o ferro que existe em ti.
Faz com que em vez de pena, te tenham respeito.
Quando não conseguires correr através dos anos, trota.
Quando não consigas trotar, caminha.
Quando não consigas caminhar, usa uma bengala.
Mas nunca te detenhas!!!.

Madre Teresa de Calcutá

Indique este texto a cinco mulheres fenomenais.

Mulher "madura"

Quando resolvi escrever sobre a MULHER MADURA, pensei em mim e em todas as mulheres de trinta, quarenta, cinquenta... não importa a idade, claro, não desmerecendo as mais novas, até porque, pretendo falar de toda vivacidade que elas possuem.

A MULHER MADURA tem um jeito todo especial de ser. MULHER MADURA não é ventania, ela é ar em movimento. Ela possui uma beleza peculiar que não se iguala a nenhuma outra. Pena daqueles que não sabem percebê-las!!!

A MULHER MADURA não PEGA, ela TOCA.

A MULHER MADURA não come, ela se ALIMENTA.

A MULHER MADURA não provoca, ela já é PROVOCANTE.

A MULHER MADURA  não é inteligente, ela é SÁBIA.

A MULHER MADURA não se insinua, ela mostra o CAMINHO sutilmente.

A MULHER MADURA não se precipita, ela espera o MOMENTO CERTO.

A MULHER MADURA não nada, ela NAVEGA.

A MULHER MADURA não voa, ela FLUTUA.

A MULHER MADURA não pensa em quantidade, ela prefere QUALIDADE.

A MULHER MADURA não vê, ela OBSERVA.

A MULHER MADURA não anda, ela CAMINHA.

A MULHER MADURA não deita, ela ADORMECE.

A MULHER MADURA não é pretensiosa, ela simplesmente se GOSTA.

A MULHER MADURA não julga, ela ANALISA.

A MULHER MADURA não compara, ela ASSIMILA.

A MULHER MADURA não consola, ela ACALENTA.

A MULHER MADURA não acorda, ela DESPERTA.

A MULHER MADURA não coloca algemas, ela os deixa LIVRE.

A MULHER MADURA não enfeitiça, ela ENCANTA.

A MULHER MADURA não é decidida, ela apenas sabe O QUE QUER.

A MULHER MADURA não é exigente, ela é SELETIVA.

A MULHER MADURA não se sente velha, ela se considera EXPERIENTE.

A MULHER MADURA não se lamenta, ela tenta fazer DIFERENTE.

A MULHER MADURA não tem medo, ela tem RECEIOS.

A MULHER MADURA não faz juras, ela deixa por conta do TEMPO.

A MULHER MADURA não tira conclusões, ela faz SUPOSIÇÕES.

A MULHER MADURA “não desce do salto”, ela tem “JOGO DE CINTURA”.

A MULHER MADURA não brilha, ela é ILUMINADA.

A MULHER MADURA não dá tchau, ela ACENA.

A MULHER MADURA não gosta de ser vigiada, ela prefere ser ESCOLTADA.

A MULHER MADURA não é moderna, ela é ELEGANTE.

A MULHER MADURA não quer ser cobiçada, ela prefere ser DESEJADA.

A MULHER MADURA não possui sombras, ela tem AURA.

A MULHER MADURA não adivinha, ela tem PERCEPÇÃO.

A MULHER MADURA não faz sexo, ela é mestre na ARTE DE AMAR.

A MULHER MADURA não fica, ela se ENVOLVE.

A MULHER MADURA não é fácil, ela é FLEXÍVEL.

A MULHER MADURA não manda, ela ADMINISTRA.

A MULHER MADURA não aflora, ela é um constante FLORESCER.

Enfim, a MULHER MADURA é um conjunto de todas as belezas possíveis.

MULHER sensível, mas ao mesmo tempo uma verdadeira guerreira, é forte, mas é feminina, porém, muitos não possuem sensibilidade para perceber tal beleza, mas aqueles que descobrem... preferem morrer nos braços dessa tal mulher, que não é DOCE, mas que, simplesmente é puro MEL.

(Vanessa Pena)

Indique a todas as MULHERES MARAVILHOSAS, e só a homens inteligentes...

Homens maduros

Há uma indisfarçável e sedutora beleza na personalidade de muitos Homens que hoje estão na idade madura. É claro que toda regra tem as suas excepções, e cada idade tem o seu próprio valor.

Porém, com toda a consideração e respeito às demais idades, destacaremos aqui uma classe de Homens que são companhias agradabilíssimas:

Os que hoje são quarentões, cinquentões e sessentões.

Percebe-se com uma certa facilidade, a sensibilidade de seus corações, a devoção que
eles tem pelo que há de mais belo: O sentimentalismo.

Eles são mais inteligentes, vividos, charmosos, eloquentes. Sabem o que falam, e sabem falar na hora certa. São cativantes, sabem fazer-se presentes, sem incomodar.
Sabem conquistar uma boa amizade.

Em termos de relacionamentos, trocam a quantidade pela qualidade, visão aguçada sobre os valores da vida, sabem tratar uma mulher com respeito e carinho.

São Homens especiais, românticos, interessantes e atraentes pelo que possuem na sua forma de ser, de pensar, e de viver. Na forma de encarar a vida, são mais poéticos,
mais sentimentais, mais emocionais e mais emocionantes.

Homens mais amadurecidos têm maior desenvoltura no trato com as mulheres, sabem reconhecer as suas qualidades, são mais espirituosos, discretos, compreensivos e mais educados.

A razão pela qual muitos Homens maduros possuem estas qualidades maravilhosas deve-se a vários fatores: a opção de ser e de viver de cada um, suas personalidades, formação própria e familiar, suas raízes, sabedoria, gostos individuais, etc... mas eu creio que em parte, há uma  boa parcela de influência nos modos de viver de uma época, filmes e músicas ouvidas e curtidas deixaram boas recordações da sua juventude, um tempo não tão remoto, mas que com certeza, não volta mais.

Viveram a sua mocidade (época que marca a vida de todos nós) em um dos melhores períodos do nosso tempo: Os anos 60/70. Considerados as "décadas de ouro" da juventude, quando o romantismo foi vivido e cantado em verso e prosa.

A saudável influência de uma época, provocada por tantos acontecimentos importantes, que hoje permanecem na memória e que mudaram a vida de muitos. Uma época em que o melhor da festa era dançar agarradinho e namorar ao ritmo suave das baladas românticas.

O luar era inspirador, os domingos de sol eram só alegrias. Ouviam Beatles, Johnny Mathis, Roberto Carlos, António Marcos, The Fevers, Golden Boys, Bossa Nova, Morris Albert, Jovem Guarda e muitos outros que embalaram suas "Jovens tardes de domingo, quantas alegrias! Velhos tempos, belos dias."

Foram e ainda são os Homens que mais souberam namorar: Namoro no portão, aperto de mão, abraços apertadinhos, com respeito e com carinho, olhos nos olhos tinham mais valor...

A moda era amar ou sofrer de amor.
Muitos viveram de amor... Outros morreram de amor...

Estes Homens maduros de hoje, nunca foram Homens de ficar... ou eles estavam a namorar ou estavam na "fossa", ou estavam sózinhos. Se eles "ficassem", ficariam para sempre... ao trocar alianças com suas amadas.

Junto com Benito de Paula, eles cantaram a "Mulher Brasileira, em primeiro lugar!"
" As praias do Brasil, ensolaradas, no céu do meu Brasil, mais esplendor... A mão de Deus, abençoou, Mulher que nasce aqui, tem muito mais Amor...
Eu te amo, meu Brasil, Eu te amo...
Ninguém segura a juventude do Brasil... sil... sil... sil..."

A juventude passou, mas deixou "gravado" neles, a forma mais sublime e romântica de viver.

Hoje eles possuem uma "bagagem" de conhecimentos, experiências, maturidade e inteligência que foram acumulando com o passar dos anos. O tempo se encarregou de distingui-los dos demais: Deixando os seus cabelos cor-de-prata, os movimentos mais suaves, a voz pausada, porém mais sonora, hoje eles são Homens que marcaram uma época.

Eu tenho a felicidade de ter alguns deles como amigos virtuais, mesmo não os vendo pessoalmente, percebo estas características através de suas palavras e gestos. Muitos deles hoje "dominam" com habilidade e destreza essas máquinas virtuais, comprovando que nem o avanço da tecnologia lhes esfriou os sentimentos pois ainda se
encantam com versos, rimas, músicas e palavras de amor, nem lhes diminuiu a grande capacidade de amar, sentir e expressar seus sentimentos.

Muitos tornaram-se poetas, outros amam a poesia. Por que o mais importante não é a idade denunciada nos detalhes de suas fisionomias e sim os raros valores de suas personalidades. O importante é perceber que os seus corações permanecem jovens...

São homens maduros, e que nós, mulheres de hoje, temos o privilégio de poder admirá-los.

Texto: Zélia Gatai

She (tradução) Charles Aznavour

Ela pode ser o rosto que eu não consigo esquecer
Um traço de prazer ou de arrependimento
Talvez meu tesouro ou o preço que eu tenho que pagar
Ela pode ser a música que o verão canta
Talvez o frescor que o outono traz
Talvez uma centena de coisas diferentes
No espaço de um dia
Ela pode ser a bela ou a fera
Talvez fartura ou a fome
Pode transformar cada dia em um paraíso ou em um inferno.

Ela pode ser o espelho do meu sonho
O sorriso refletido no rio
Ela pode não ser o que parece ser dentro de sua concha
Ela, que sempre parece tão feliz no meio da multidão
Com os olhos tão pessoais e tão orgulhosos
Mas que não podem ser vistos quando choram
Pode ser o amor que não espera que dure
Pode vir das sombras do passado
Que eu irei me lembrar até o dia de minha morte.

Ela talvez seja o motivo para eu sobreviver
A razão pela qual eu estou vivo
A pessoa que cuidarei através dos difíceis e imediatos anos
Eu, eu pegarei as risadas e as lágrimas dela
E farei delas todas minhas recordações
Para onde ela for, eu tenho que estar lá
O sentido da minha vida é ela.

Se por hoje

Se por hoje, somente por hoje, você decidisse fazer algumas loucuras, realizar alguns sonhos mais doidos da alma, como viajar de avião, saltar de bungee-jump, ou andar naquela montanha russa enorme. Jogaria fora todos os medos e preconceitos e seria simplesmente feliz.

Se por hoje, somente por hoje, você largasse esse orgulho enraizado, e perdoasse aquela pessoa que você afastou da sua vida, e inesperadamente se aproximasse dela e a abraçasse, se deixasse fluir toda essa generosidade que há em você.

Com certeza as suas costas ficariam mais leves, seus ombros voltariam ao normal... e o seu sorriso... Ah! O seu sorriso diria tudo de bom!

Se por hoje, somente por hoje, você se amasse muito,  valorizasse o que tem de melhor, se esquecesse por instantes os defeitos e problemas, se concentrasse no seu sucesso... Você iria causar uma pequena revolução.

Transformaria vidas, quebraria cotas, recordes, superaria o insuperável, o inimaginável... Que é o limite que você impôs a si mesmo.

O mundo iria dormir melhor, com essa certeza:
Você é capaz de muito mais...

É só uma questão de decisão.
Só por hoje, ame-se com paixão, não com piedade, dó ou pena...

Dedique um tempo para satisfazer a sua alma!
Porque o que vale é o Hoje, o Agora...

Amanhã é um projeto que ainda está na prancheta do tempo.

Somente por hoje...
BASTE-SE!

Paulo Roberto Gaefke

Pessoas que machucam sem bater...

É fácil deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos. É só mirar no peito e atirar com palavras. Um dos maiores dramas femininos é a violência dentro de casa. Milhares de mulheres apanham do marido e do namorado.

Não importa se são pobres ou ricas, analfabetas ou cultas: apanham uma, duas, três vezes e, em vez de fazerem a malinha e darem um novo rumo às suas vidas, mantêm-se onde estão, roxas e orgulhosas.

A maioria suporta a situação porque não tem como se sustentar, não tem para onde levar os filhos, elas estão nesse mundo sem pai nem mãe.

Mas há outro motivo curioso: muitas mulheres encaram a surra como um contato íntimo. Na falta de um beijo, aceita-se um tapa. Dói, mas ninguém pode dizer que não existe uma relação a dois. É uma maneira masoquista de se fazer notar, de não se sentir ignorada pelo companheiro.

Apanho, logo existo. Que é medieval, nem se discute.

Mas a humanidade convive há séculos com essas armadilhas, com essas cenas em que cada um interpreta como lhe convém. Podemos nos apiedar de quem sofre maus tratos em nome desse amor fora dos padrões, mas a verdade é que apanhamos todas, todos.

Diga aí quem nunca machucou, quem nunca foi machucado, mesmo sem trazer marcas visíveis. Algumas pessoas são experts em não deixar cicatrizar velhas feridas, em fazer dor no ponto frágil.

Insinuações doem, acusações injustas doem, desapego dói, indiferença, então...

É justamente dentro das relações mais íntimas que se obtêm as melhores armas. A vulnerabilidade é terreno fértil para surras psicológicas. Deixar uma pessoa emocionalmente em frangalhos não é passível de condenação.

Não é crime, não deixa marcas de sangue no tapete. Mira-se no peito, atira-se com palavras, e os estilhaços caem para dentro. A violência física não tem essa premeditação. Ela caracteriza-se pela falta absoluta de controle.

No momento em que se agride alguém com socos e pontapés, atravessa-se a fronteira do racional: vigora a degradação, a selvageria, o fim da civilidade. Por isso, preferimos a agressão verbal, que, apesar de também machucar, ao menos mantém a ordem.

O ideal, no entanto, seria escaparmos ilesos de qualquer brutalidade e convivermos apenas com abraços, sorrisos e palavras gentis, coisa que acontece geralmente, entre quem mal se conhece.

A ternura full time só é comum entre pessoas cujas vidas não se misturam, não trazem conseqüências uma para a outra. Já a intimidade permite que a mágoa brote, transformando rancor em munição.

Mike Tyson ao menos ganhava bem para bater e levar. No ringue, todo mundo perde.

(Martha Medeiros)

Algodão Doce

És o raio de luz que surge
Para prencher o vazio de minha loucura
Cheia de escuridão...
.
Desvairada, eu me escondo na sua sombra
E no silêncio da sua profundeza
Encolho-me no sono que acalma...
.
E lá, dentro do infinito, descubro
O seu olhar, úmido, como o orvalho da manhã
No encontro de sonhos e de ternura
O seu sorriso que me faz especial.
.
E, eis-me, feliz, como uma criança
Lambuzada de infinitude
Algodão-doce do sonhar...

Delasnieve Daspet

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Flores & Mulheres - Algo em comum

Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida removendo pedras e plantando flores. (Cora Coralina - 1889/1985, poetisa e contista brasileira, doceira de profissão)

Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para poder voltar inteira. (Cecília Meirelles - 1901/1964, poetisa e jornalista brasileira)

O amor não é louco. Sabe muito bem o que faz e nunca age sem motivo. Loucos somos nós, que insistimos em querer entendê-lo no plano da razão. (Marina Colasanti, escritora e jornalista ítalo-brasileira)

Entendi que a vida não tece apenas uma teia de perdas, mas nos proporciona uma sucessão de ganhos. (Lya Luft, romancista e colunista brasileira, mestre em literatura)

A idade não protege contra o amor, mas o amor, na medida certa, protege contra a idade. (Jeanne Moreau, atriz, teatróloga e romancista francesa)

Nunca precisei de sonhos para interpretar a minha vida, mas da vida para interpretar meus sonhos, num misto de sonhar a vida e dar realidade ao sonho. (Susan Sontag -1933/2004, escritora, crítica de arte e ativista estadunidense)

A capacidade de rir em comum é a essência do amor. (Françoise Sagan - 1935/2004, escritora francesa)

Liberdade - Essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique, mas ninguém que não entenda. (Clarice Lispector - 1920/1977, escritora brasileira, nascida na Ucrânia)

Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade. (Clarice Lispector - 1920/1977, escritora brasileira, nascida na Ucrânia)

É importante viver momento a momento na nossa evolução. Para isso é preciso ter paciência e não querer fechar a conta antes do fim de cada etapa. (Simone de Beauvoir - 1908/1986, escritora francesa, romancista, feminista e filósofa existencialista)

Nunca se deve engatinhar quando se tem o impulso de voar. (Helen Adams Keller -1880/1968, escritora cega e surda, filósofa, conferencista e ativista social estadunidense)

Quando a paixão se vai, permanece o tédio. E tudo acaba mesmo que continue. (Coco Chanel - 1883/1971, estilista francesa)

Sair de cena é a forma mais bonita de fidelidade e a atitude mais inteligente quando já se viveu o melhor. Não se deve esperar que o amor cheire a tocos de cigarro. (Marlene Dietrich - 1901/1992, atriz e cantora alemã, naturalizada nos EUA)

Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota. (Madre Teresa de Calcutá - 1910/1997, missionária católica albanesa, naturalizada indiana e beatificada pela Igreja Católica)

Dança comigo até o fim...

Sentir-se jovem é sentir o gosto
De envelhecer ao lado da mulher
Curtir ruga por ruga de seu rosto
Que a idade sem vaidade lhe trouxer.

O corpo transformar-se em escultura
O tempo apaixonado é um escultor
E a fêmea oculta na mulher madura
Explode em sensuais formas de amor.

Ser jovem cinquentão não é preciso
Provar que emagrecer rejuvenesce
Pois a melhor ginástica é o sorriso
E quem sorri de amor nunca envelhece.

Amar ou desamar sem sentir culpa
Desafiando as leis do coração
Não faça da velhice uma desculpa
E nem da juventude profissão.

Idade não é culpa,
Velhice não é desculpa
Nem mesmo a juventude é profissão.

Fica mais velho quem tem medo de ser velho
Roubando sonhos de alguma adolescente
Dizer que ele “dá duas”, que é potente
Mentir para si próprio e para o espelho.

A idade é uma verdade, não ilude
Quem dividiu a vida com prazer
Velho é se drogar de juventude
Ser jovem é saber envelhecer.

Velho é quem se ilude
Que a idade é juventude
Ser jovem é saber envelhecer.

VIVA A VIDA!!!

Doidas e santas

"Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos: ou viro doida ou santa".
São versos de Adélia Prado

Mas vamos lá. Prá começo de conversa, não acredito que haja uma única mulher no mundo que seja santa. Os marmanjos devem estar de cabelo em pé: como assim, e a minha mãe? Nem ela, caríssimos, nem ela.

Existe mulher cansada, que é outra coisa. Ela deu tanto azar em suas relações que desanimou. Ela ficou tão sem dinheiro de uns tempos pra cá que deixou de ter vaidade. Ela perdeu tanto a fé em dias melhores que passou a se contentar com dias medíocres. Guardou sua loucura em alguma gaveta e nem lembra mais.

Santa mesmo, só Nossa Senhora, mas cá entre nós, não é uma doideira o modo como ela engravidou? (não se escandalize, não me mande e-mails, estou brin-can-do).

Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar nosso poder de sedução para encontrar "the big one", aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá para ocupar uma vida, não é mesmo?

Mas além disso temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca... pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio-pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar uma cafetina, sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha...

Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.

Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham.

Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.

Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe.

Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada?

Você vai concordar comigo...

Martha Medeiros

E os Homens... Ahhh Homens...

Que vejam! E que se possam ver...

Olhem! E que se possam olhar...

Percebam!

Percebam O MULHERÃO que você tem!

Pense as qualidades incontáveis que a dignificam, e os defeitos que a enobrecem ainda mais...

E as amem... Com todos os defeitos e qualidades...

Com toda a sua doideira e santidade...

Amem...

E demonstrem todos os dias esse AMOR!

Eu envelheci...

Um dia desses uma jovem me perguntou como eu me sentia sobre ser velha. Levei um susto, porque eu não me vejo como uma velha. Ao notar minha reação, a garota ficou embaraçada, mas eu expliquei que era uma pergunta interessante, que pensaria a respeito e depois voltaria a falar com ela.

Pensei e concluí: a velhice é um presente. Eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida, a pessoa que sempre quis ser. Oh, não! Meu corpo! Fico incrédula muitas vezes ao me examinar, ver as rugas, a flacidez da pele, os pneus rodeando o meu abdome, através das grossas lentes dos meus óculos, o traseiro rotundo e os seios já caídos. E constantemente examino essa pessoa velha que vive em meu espelho (e que se parece demais com minha mãe), mas não sofro muito com isso.

Não trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, e o carinho de minha família por menos cabelo branco, uma barriga mais lisa ou um bumbum mais durinho. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais condescendente comigo mesma, menos crítica das minhas atitudes.

Tornei-me amiga de mim mesma. Não fico me censurando se quero comer um bolinho-de-chuva a mais, ou se tenho preguiça de arrumar minha cama, ou se compro um anãozinho de cimento que não necessito, mas que ficou tão lindo no meu jardim. Conquistei o direito de matar minhas vontades, de ser bagunceira, de ser extravagante.

Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo cedo demais, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com o envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar paciência no computador até às 4 da manhã e depois só acordar ao meio-dia?

Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos das décadas de 50, 60, 70 e se, de repente, chorar lembrando de alguma paixão daquela época, posso chorar mesmo!

Andarei pela praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulharei nas ondas e darei pulinhos se quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles, também, se conseguirem, envelhecerão.

Sei que ando esquecendo muita coisa, o que é bom para se poder perdoar. Mas, pensando bem, há muitos fatos na vida que merecem ser esquecidos. E das coisas importantes, eu me recordo freqüentemente.

Certo, ao longo dos anos meu coração sofreu muito. Como não sofrer se você perde um grande amor, ou quando uma criança sofre, ou quando um animal de estimação é atropelado por um carro?

Mas corações partidos são os que nos dão a força, a compreensão e nos ensinam a compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e estéril e nunca conhecerá a alegria de ser forte, apesar de imperfeito.

Sou abençoada por ter vivido o suficiente para ver meu cabelo embranquecer e ainda querer tingi-los a meu bel prazer, e por ter os risos da juventude e da maturidade gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seus cabelos pudessem ficar prateados.

Conforme envelhecemos, fica mais fácil ser positivo. E ligar menos para o que os outros pensam. Eu não me questiono mais. Conquistei o direito de estar errada e não ter que dar explicações . Assim, respondendo à pergunta daquela jovem graciosa, posso afirmar: “Eu gosto de ser velha”. Libertei-me!
Gosto da pessoa que me tornei. Não vou viver para sempre, mas enquanto estiver por aqui, não desperdiçarei meu tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupando com o que virá. E comerei sobremesa todos os dias e repetirei, se assim me aprouver…

E penso que nunca me sentirei só. Sou receptiva e carinhosa, e se amizades antigas teimam em partir antes de mim, outras novas, assim como você, vêm a mim buscar o que terei sempre para dar enquanto viver: experiência e muito amor…

Era uma vez o Amor...

Era uma vez um grande, enorme e indescritível vazio existencial. Não havia som, não havia luz, não havia movimento. Não havia vida. Até que não se sabe de onde nem quando, não existe registro, não existia o tempo, não existia nada.

Surgiu uma Luz!!! Que forte Luz! Que Luz inebriante! Que Luz ofuscante! Que Luz fulgurante!

De onde viria se nada existia? Talvez um encanto, uma mágica, um milagre? De quem? De onde? Era difícil evitar o espanto. Era o AMOR em forma de Luz, o AMOR que se faz criador de estrelas, galáxias, o Universo sem fim.

Mas o AMOR sentia-se só, sem ninguém para ver, sem ninguém para conversar, sem ninguém para amar, sem ninguém para rir e até mesmo pra chorar. Era preciso criar, inventar, moldar um ser a Imagem e Semelhança do AMOR, mas era preciso criar um ambiente, um local, um jardim talvez, onde o ser criado pudesse viver.

E como num passe de mágica ao Seu mandar, tudo se fez, tudo se criou e o AMOR por AMOR criou a Sua Imagem e Semelhança: O mais ambicioso projeto de Suas Mãos.

E o AMOR teve a sua primeira decepção. Sua maior obra O desobedeceu, se rebelou, se envolveu em malícia, pecou. O AMOR censurou-o, encolerizou-se e do jardim o expulsou. O projeto inicial havia sido alterado. As criaturas tão queridas nas quais o AMOR tinha depositado tanta esperança iam ter que trabalhar, enfrentar muitos desafios e obstáculos para viver e um dia iriam morrer.

Mas o AMOR pensou: Teria que haver um modo de torná-los felizes, teria que resgatá-los. Uma idéia surgiu: Virei até eles, viverei com eles, falarei com eles comerei e beberei com eles. As criaturas se multiplicaram: centenas, milhares, dezenas de milhares, a cobiça a inveja e o egoísmo foram despertados pelas criaturas que receberam o livre arbítrio de seu Criador, o AMOR.

Entretanto houve alguém muito amado pela prudência, pelo equilíbrio e obediência e que foi arrebatado. E a maldade continuou a crescer. Era tão grande o crescimento que o AMOR até se arrependeu a ponto de querer exterminar as criaturas que criou.

Porém existia alguém que o amava, escutava e o consultava. O AMOR o preservou da fúria das águas que se avolumaram sobre a terra. Tudo recomeçou sob a aliança das cores firmada entre o AMOR e as criaturas. Novamente a multiplicação: centenas, milhares, milhões, obedientes, às vezes e na maioria relapsos, maus e fúteis.

O AMOR passou a compreendê-los. Eram em sua maioria volúveis, mas muitos se destacavam, muitos O amavam. Eles se organizaram em nações. Guerrearam, se maltrataram, se mataram. Esqueceram-se que eram a Imagem e Semelhança do AMOR.

Um dia uma pedra preciosa tão resplandecente, tão refulgente que a mais brilhante estrela surgiu e o AMOR a amou. Através da simplicidade imaculada daquela flor em forma de luz o AMOR se manifestou aos homens.

Bendito o que vem em nome do AMOR. Hosana nas alturas!

E o AMOR veio, foi perseguido, nem mesmo um lugar apropriado para nascer, teve, e os homens carentes de amor não reconheceram que o AMOR estava entre eles. A Pérola guardiã teve que emigrar para outro país a fim de proteger o AMOR da fúria dos homens egoístas que estavam doentes pela carência de amor. Exilado, perseguido, discriminado o AMOR viveu os primeiros anos entre os homens.

Trinta anos se passaram. Onde estaria o AMOR? Teria voltado sem nenhuma mensagem ter dado? Teria se decepcionado com os homens que o receberam tão mal? De repente o Mar da Galiléia se agita. O coração do primeiro pecador palpita. Era o AMOR, quem diria, já maduro, esguio, formoso faz o primeiro convite: Vem e segue-me!

Estavam abertas as portas do céu para os homens de boa vontade. Outros convites foram feitos e eles O seguiram: Pedro, André, João, Tiago, Bartolomeu, Filipe, Tomé, Mateus, Tiago filho de Alfeu, Simão o zelota, Judas filho de Tiago e Judas Iscariotes que o traiu.

O AMOR pregou, ensinou, falou sobre coisas impossíveis para os homens como amar os inimigos, dar sem espera recompensa, receber ofensas e perdoá-las. Os grandes da época se escandalizaram com tais propostas, uniram-se, agitaram o povo e condenaram o AMOR.

O AMOR às vezes foge a razão, mesmo sofrendo os tormentos da crucificação olhou para os lados e viu sofrimento, notou arrependimento, viu alguém em tormento e ouviu-se uma voz: Senhor olhe pra mim, lembre-se de mim quando estiveres no Paraíso. E o perdão veio num gesto preciso: Ainda hoje estarás comigo no Paraíso.

As frases mais famosas continuaram:
"- Pai perdoa-lhes, não sabem o que fazem."
No desespero:
"- Pai, por que me abandonastes?"
Na resignação:
"- Em Tuas Mãos entrego meu espírito."

Mataram o AMOR. Houve profundo silêncio por alguns momentos, houve uma fenda no tempo, sacudiram-se os alicerces da eternidade: ventos, raios, trovões, escuridão total. Rasgou-se o véu do templo, acovardou-se a vaidade e alguém mesmo em pecado exclamou: Na verdade esse era o Filho de Deus!

Desceram-no da cruz, emprestaram-lhe um sepulcro e ali o depositaram. Os grandes da época colocaram soldados para vigiarem, mas no terceiro dia uma Luz cegou-os e a pedra foi removida e o AMOR voltou envolvido na mais fulgurante Luz. Um Deus frustrado? Um AMOR frustrado? Um AMOR derrotado, humilhado?

Não!!! O AMOR jamais se calou e um dia até se humilhou entre as barras de uma cruz, mas eis que de novo ressurge e volta vitorioso no terceiro dia mais radiante e cheio de Luz. Ficou entre os homens mais alguns dias, depois o AMOR se elevou e de onde veio voltou causando grande apreensão.

Mas ele é quem dita as normas: Divino tem muitas formas. Transformou-se em Comunhão. E o AMOR continua nos dias de hoje entre os homens de boa vontade.

Texto: Luiz Gonzaga da Silva

O significado das "pedras"

Certa vez, um homem caminhava pela praia, numa noite de lua cheia... Ele pensava desta forma: se tivesse um carro novo, seria feliz; se tivesse uma casa grande, seria feliz; se tivesse um excelente trabalho, seria feliz; se tivesse uma parceira perfeita, seria feliz...

Até que ele tropeçou em uma sacolinha cheia de pedras. Por conta disso, ele começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar, cada vez que dizia: Seria feliz se tivesse...

Assim o fez até que ficou com uma só pedrinha na sacolinha e decidiu guardá-la. Ao chegar em casa, percebeu que aquela pedrinha, tratava-se de um diamante muito valioso. Você imagina quantos diamantes ele jogou ao mar sem parar para pensar?

Assim são as pessoas... Jogam fora seus preciosos tesouros por estarem esperando o que acreditam ser perfeito ou sonhando e desejando o que não têm, sem dar valor ao que tem perto delas.

Se olhassem ao redor, parando para observar, perceberiam quão afortunadas são. Muito perto de si está sua felicidade. Cada pedrinha deve ser observada... Ela pode ser um diamante valioso!

Cada um de nossos dias pode ser considerado um diamante precioso e insubstituível. Depende de cada um aproveitá-lo ou lançá-lo ao mar do esquecimento para nunca mais recuperá-lo.

E você, como anda jogando suas pedrinhas?
Amigos?
Família?
Trabalho?

E até mesmo seus sonhos?

A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.